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Opinião com Benito Pepe

Benito Pepe

15/12/2003 02:00

É... mais um Natal. E o mundo que se diz cristão? E suas leis?

Por Benito Pepe


Mais um Natal que chega... e é desde o século IV, que no Ocidente, se celebra a festa do Natal a 25 de dezembro. Antes a data variou um pouco como 6 de janeiro e 20 de abril. Mas isto não importa tanto, o que importa é comemorarmos e celebrarmos o nascimento de Jesus. O Verbo que se fez carne e veio habitar entre nós, nos trouxe tantas e tantas orientações e maneiras de bem viver a vida. “Amai a Deus em primeiro lugar e ao teu próximo como a ti mesmo.” Mas é isso que o mundo faz?

O mundo chamado cristão se inicia com a “colaboração” e expansão através da própria fé, mas será que hoje no brotar do terceiro milênio, pode ter o mérito de se dizer cristão?

É claro que não podemos omitir os erros dos primeiros cristãos quando muitas vezes usaram da força e do poder que lhes eram “concedidos.” Mas da mesma forma não podemos esquecer das possibilidades que nos foram proporcionadas em conseqüência deste mesmo poder, se não fosse por ele, talvez hoje não tivéssemos a fé cristã tão significativamente representada no mundo ocidental de hoje.

Portanto, não devemos somente lembrar dos erros, mas naturalmente, também das virtudes. Isto na verdade não é o que ocorre, mas também como diz o poeta o sol nasce todos os dias, porém não são todos os cristãos que estão ali para apreciá-lo e agradecer a Deus por esta maravilha e talvez essência da vida. Assim então como querer cobrar que lembremos das boas obras, é muito mais fácil lembrar das tempestades do que do sol.

Seguindo o mesmo pensamento, nós só nos lembramos da luz quando não a temos, só lembramos de coisas que estão sempre ao nosso dispor quando elas nos faltam inesperadamente.

Assim ocorre também no mundo ocidental que se diz cristão, mas infelizmente está longe de ter este mérito. Eu posso dizer mérito sem medo de errar, basta estudar, ainda que com reservas e distância da fé, e não acharemos nem só um item que contrarie o bom senso, a transparência, e a facilidade de vida que o cristianismo propicia a quem o vive, e se todos o fizessem é evidente que o mundo seria outro.

Temos no planeta apenas 33 % de cristãos incluindo os católicos e os inicialmente chamados protestantes, estes em geral se subdividiram em milhares de denominações começando com os luteranos (os mais justificados pela separação) os anglicanos e tantas outras denominações que vieram se subdividindo e que até hoje continuam se separando, mas com certeza isto um dia deverá cessar e o contrário vai ocorrer se reunificando como é a vontade do Mestre e pai desta fé. Jesus Cristo disse: “que todos sejam um só para que o mundo creia que tu me enviaste”.

Mas enquanto isto não ocorre devemos observar o antagonismo das filosofias e doutrinas que foram infelizmente adaptando a fé ao seu modo de pensar, e ao meu ver, erroneamente. Acham que devem contemporizar os princípios cristãos como se as leis de Deus fossem cíclicas e pudessem ser “atualizadas.” Isto realmente é engraçado para não dizer catastrófico. Interessante como os mesmo que criticam a fé originária cristã são os que, muitas vezes, se afastam dela.

Pena de morte (cadeira elétrica e outras formas de crucificação), aborto, capitalismo selvagem, matar através da guerra, submeter outros povos ao seu bel prazer e poder e outras situações, de libertinagem e oficialização de coisas muito distantes da doutrina cristã e que são absolutamente proibidas por Jesus e seus discípulos, ocorrem no lado do “mundo Cristão.”

Os países que foram precursores nestas práticas de libertinagem, têm em sua predominância a fé evangélica e católica, mas parece que esqueceram das leis mais importantes. As leis de Deus.

Às vezes fico pensando... será que os dirigentes destas nações, apesar de baterem no peito para dizer que são cristãos, dirigem mesmo os seus países? Ou será que eles não são cristãos, coisa nenhuma.

Não vou mostrar as bases bíblicas para não dar margens a discussões não cabíveis, esta é apenas uma crítica pessoal que faço para demonstrar que todos causamos erros em algum período de nossa história, mesmo contemporâneo.

É amigo, é natal! Mais um aniversário de Jesus que comemoramos. Será que neste mundo ocidental onde está a maioria dos cristãos, sabe-se que é Natal?

De qualquer forma, FELIZ NATAL, e que o aniversariante seja lembrado intensamente ao menos no dia do seu aniversário...


Abraços do Benito





Empresário, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista,  Palestrante, Facilitador, Instrutor e Professor. Pós-graduado em Administração Estratégica de Empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea;  e  Filosofia Antiga. Palestrante por paixão, Benito estuda e versa sobre diversos temas tais como Astronomia; Filosofia; Religião; Administração; e Marketing, Além de Assuntos da Atualidade. Dessa maneira suas  Palestras e Treinamentos de Equipes têm um Diferencial Especial. Visite o seu Site/blog >> www.benitopepe.com.br

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Comentários do Planeta!

Comentários

Comentário de Evelyn Agricola em 18/12/2003 às 14:32hs. (horário de Miami)

ANIVERSARIO DE JESUS
Os ensinamentos de Jesus são bárbaros, vale à pena conhecer e tentar praticá-los. Também vale à pena estar sempre em contato direto com ele.

Lamentavelmente as igrejas ainda não acertaram o passo para disseminar quem foi Jesus.
E pena que existe muita hipocrisia dentro das igrejas, o que contribui para o descrétido. Muitas pessoas falam e ensinam as coisas de Jesus , mas não as praticam. Aí é que está o grande mal.
Feliz Natal a todos

Comentário de Janete Freitas em 13/05/2007 às 21:37hs. (horário de Miami)

concordância
Parabéns . . .
Considerei seu texto como: resumo da verdade.
È assim também que penso sobre as leis de Deus e a humanidade.É muito bonito falar e semore encontramos quem esteja disposto a ouvir e concordar mas, convercer alguém a praticar é dificil infelizmente. Um abraço
Que Jesus te ilumine sempre.

Comentário de Sandoval Juliano em 30/06/2008 às 12:05hs. (horário de Miami)

Não deveríamos comemorar o natal?
E então, não deveríamos comemorar o natal? - para a religião a extinção do natal não faria falta. Quem não suportaria tal perda é o comércio.
E por que não faria falta para a religião? porque mais importante que comemorar o nascimento de Jesus uma vez por ano é comemorar o nascimento de uma nova criatura, todos os dias, quando alguém se decide para Crsto. Há festa diante dos anjos quando um pecador se arrepende. Cristo nasce no coração e no lar de quem dá ouvido à mensagem do Evangelho. Esse é o verdadeiro natal!


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