Nos muitos lugares onde vou, em várias cidades do Brasil e do mundo, não é raro encontrar pessoas reclamando de problemas pessoais ou coletivos. Sempre que ouço uma reclamação, penso em gritar com a pessoa. Dizer-lhe em altíssimo e bom som: “Cara! Você está diante de mim, com visão perfeita, consegue me ouvir, consegue falar, pode até pensar, embora não o faça freqüentemente, mas o que vejo? Uma pessoa reclamando da vida. Reclamando de seus problemas, buscando para si um papel de pobre sofredor”.
Mas, o que é pior: eu não falo nada. Fico apenas triste e não tenho coragem de polemizar. A única coisa que consigo fazer é parafrasear John Lenon, dizendo que “a vida é aquilo que acontece enquanto estamos ocupados com outras coisas”.
A mídia nos bombardeia com notícias de pessoas que perderam tudo que tinham, que tiveram suas filhas estupradas, que não conseguem um emprego, que morrem de doenças incuráveis. Que lição tiramos disso?
É bom lembrar que só percebemos a importância de alguma coisa na nossa vida, quando não dispomos mais dela. Fazemos um enorme esforço para conquistarmos o que desejamos. Mas, quando alcançamos, entramos no que chamamos de “zona de conforto” e achamos que tudo é nosso direito e que não temos que renovar nossas conquistas. Assim acontece com um automóvel, um grande amor, nosso emprego, nossos clientes e tantas outras conquistas.
Nossos computadores vivem abarrotados de arquivos importantíssimos, de um valor enorme, mas 99% das pessoas confia cegamente na tecnologia e não faz um backup das informações, pois não querem “perder tempo”. Por isso, eu proponho uma pergunta: Imagine que, neste exato momento, você percebe que seu HD pifou e que não terá conserto. Qual a sensação que você tem? De enorme vazio, não é mesmo? Parece que seu chão abriu embaixo dos seus pés e você não sabe por onde começar. Cuidado! Você pode até entrar em depressão.
Exatamente desta forma podemos analisar todas as outras coisas na nossa vida. A todo momento em sua vida, imagine que você pode, sim, perder algo que você possui. Saúde, uma perna, um ente querido, sua visão, sua audição, sua capacidade de pensar, seu emprego, seu amor. E o que fazer? Um backup de tudo isso? Não é tão simples assim. O meu conselho é que você cuide bem do que lhe cerca. Cuide da sua saúde física e mental, trabalhe com amor, cuide da sua visão, acredite que você está, em todos os dias, iniciando o resto de sua vida e saiba que nada que você tem é um direito adquirido e agradeça muito ao Deus que você acreditar por tudo que tem, sem ter a necessidade de perder para dar valor.
O jornalista Marcello Pepe trabalhou por muitos anos para o jornalismo brasileiro nos Estados Unidos, onde pôde editar, redigir e diagramar vários periódicos brasileiros. Lançou em 1997 o premiado PlanetaFax, sendo o primeiro informativo diário em português nos EUA.
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Comentários |
Comentário de carlos Franco Freitas dos Santos em 15/05/2005 às 10:53hs. (horário de Miami)
Comentário de Moacir Ventura em 15/05/2005 às 17:16hs. (horário de Miami)
Comentário de Frid em 03/11/2005 às 10:43hs. (horário de Miami)
Comentário de Erony Marcellino em 22/11/2005 às 21:38hs. (horário de Miami)
Comentário de Eliane Paulo em 09/01/2006 às 08:16hs. (horário de Miami)
Comentário de Marcello Pepe (editor) em 20/01/2006 às 12:21hs. (horário de Miami)
Comentário de Bety Costa em 10/02/2006 às 02:48hs. (horário de Miami)
Comentário de tey qerye em 23/08/2006 às 15:29hs. (horário de Miami)
Comentário de ana celia em 12/06/2007 às 16:15hs. (horário de Miami)
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