A presunção
Alguns gestores costumam dizer com orgulho que seu foco está nos resultados e pronto! Entretanto, não compreendem porque não são reconhecidos pela alta gestão como exemplo de desempenho profissional. Sua linha de raciocínio costuma ser a seguinte: o que é importante eu não deixo sem fazer. Apenas questões sem importância é que acabam sendo deixadas para trás.
O comportamento
Era assim que pensava um amigo meu, o Juarez. Era gestor de uma equipe de vendas e se orgulhava de sempre cumprir as metas que a empresa lhe designava. Pequenos relatórios considerados por ele como dispensáveis não eram confeccionados, e cobranças relacionadas a pequenos procedimentos de segurança não eram observados por sua equipe. Costumava justificar sua atitude dizendo: “Isso é bobagem que a matriz exige, mas que não leva a lugar algum”.
Dois caminhos
O erro básico que o Juarez cometia era esquecer que se a empresa recomendava tal procedimento havia dois caminhos para um gerente adotar. O primeiro era convencer seus superiores que aquilo é dispensável apresentando uma consistente fundamentação. O segundo era entender que, enquanto a regra do jogo estivesse em vigor, somente caberia uma atitude: ser exemplo de respeito às normas da empresa.
Luciano Salamacha é consultor de empresas e professor em diversos programas de graduação e pós-graduação. No Paraná, integra o corpo docente do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV), ministrando aulas em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa. Formado em Direito, com MBA em Gestão Empresarial, pós-graduação em Gestão Industrial e mestrado em Engenharia da Produção, tem artigos científicos reconhecidos internacionalmente.
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