Muros, grades, portões de ferro e um aparato de segurança as separam de seus homens. A rotina de seis mulheres, cuja vida é determinada pela condição de mães, esposas, filhas, irmãs e namoradas de presidiários. Atualmente, cerca de 50 mil mulheres visitam presos nas penitenciárias do estado do Rio de Janeiro. Histórias de vida que se igualam num ritual de filas de espera para visitas, superando as rígidas regras impostas pelo Sistema Penitenciário e o código de ética criado pelos detentos. Durante cinco meses, as documentaristas Paula Zanettini e Mônica Marques registraram a rotina de Iracema, Patrícia, Selma, Simone, Edite e Jane. Horas de espera, longas filas e revistas íntimas, para passar algum tempo com seus familiares. Algumas chegam a dormir em frente aos presídios para garantir os primeiros lugares na fila. Comumente vistas como coadjuvantes dos presos em situações de conflito, como rebeliões, essas personagens revelam-se protagonistas de um drama social.
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