Das três doutrinas manuscritas atribuídas ao Pe. José de Anchieta, sai a lume em primeiro lugar o Diálogo da Fé ou Das Coisas da Fé, assim chamado pelos historiadores contemporâneos. Não por ser sua composição primeira em tupi, mas porque é um original do nosso Apóstolo, que não se julgava conservado e foi ultimamente encontrado no Arquivo da Postulação Geral da Companhia de Jesus, em Roma. Sua existência era tão desconhecida que nem é citado entre os manuscritos pelo grande historiador da Companhia de Jesus no Brasil, o Pe. Serafim Leite, S.J. A beatificação de Anchieta foi a ocasião singular de seu achado pelo Pe. Paulo Molinari, Postulador Geral das causas de beatificação e canonização da companhia de Jesus. O Diálogo da Fé é parte do conjunto da Doutrina Cristã, cujo manuscrito devia logicamente ter precedência na publicação. Mas, como aquele era completamente desconhecido, mereceu a honra de preceder. Aliás, os dois manuscritos são independentes no sentido de se encontrarem em diferentes arquivos, transcritos por outros copistas, com assuntos distintos.
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