O objetivo de meus ensaios e fazer com que no pressentimento de uma luta remota se analisem os lados fracos e fortes da América. Só durante minha única curta temporada trimestral vi os americanos brandir um punho de ferro diante do nariz dos mexicanos sobre o projeto mexicano de nacionalização de seu próprio subsolo terrestre inalienável; enviar destacamentos para ajudar um certo governo, afugentado pelo povo venezuelano; sem pensar duas vezes soltaram indiretas para a Inglaterra, que no caso do não-pagamento das dívidas poderia falir o próspero Canadá; o mesmo desejavam para os franceses e, antes da conferência sobre o pagamento da dívida francesa, ora enviavam seus aviadores ao Marrocos, para ajudar os franceses, ora passavam a ser pró-marroquinos e, por razões humanitárias, chamavam os aviadores de volta. Traduzindo para o russo: dê uma moeda, receba aviadores. Que a América e os Estados Unidos são a mesma coisa, todos sabiam. Mas o que é que está por trás da palavra América? O que significa América, o que vem a ser a nação americana, o espírito americano?" Em 1925, ainda na época da Nova Política Econômica (1921-5) que deu breve respiro à União Soviética, antes de ser substituída pela economia stalinista dos planos qüinqüenais, o poeta, escritor e performer Vladímir Maiakóvski, ardoroso intérprete cultural de sua pátria, empreendeu uma jornada de três meses à América Central e do Norte. Neste livro, traduzido diretamente do russo pela primeira vez no Brasil, Maiakóvski descreve de maneira viva e peculiar os passos dessa sua viagem: Havana, Cidade do México, Nova York, Chicago, Detroit desfilam sob seu olhar penetrante, que sabe captar o essencial sem perder de vista outros tempos e outros lugares.
Editora: Martins Fontes
ISBN: 9788599102268
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 120
Acabamento:
Brochura
Formato: Médio
Coleção: PROSA
Complemento da Edição: Nenhum
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