ANTONIO OSÓRIO
A ignorância da morte é o primeiro volume de poemas do autor português publicado no Brasil. Com sua linguagem sóbrea, discreta e silenciosa, António Osório fala de saudade, do amor aos pais, das lembranças de sua vida e seus "mortos" - Guardo bem / os meus mortos: / numa pasta de arquivo. / Pai, Mãe... - Um amor obstinado que passeia pela sua poesia de uma forma dolorida, mas, ao mesmo tempo, saudosa e controlada. Fala com humildade das coisas e dos seres que cercam sua poesia. Sua expressão poética é uma música de câmara, discreta, quase silenciosa, interior (...) uma missa em voz baixa, em que os silêncios alimentam as palavras de sua imensa reserva de ser. Há em sua narrativa a presença do constante regresso às suas origens, o que, como nas tribos primitivas, é uma forma de cura, de recuperação de forças. Na primeira parte do livro, Aldeia de irmãos, o autor fala de coisas da terra, de raízes, da volta ao nascimento, reproduz questionamentos e cenas
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