Um mundo novo, agora globalizado, cantado pelos neoliberais que proclamam a convocação de Marx às avessas: capitalistas de todo o mundo, uni-vos! Enquanto isto, prega-se a divisão dos trabalhadores para, desor-ganizados em múltiplos e diferentes sindicatos, enfrentarem o que vem com a globalização: desemprego (eliminação de postos de trabalho); desregulamentação do sistema legal de proteção ao trabalho (jogar a CLT no lixo); terceirização da mão-de-obra (locação do trabalho alheio para auferir lucro); flexibilização de direitos individuais (negociado x legislado). A avaliação deste cenário, tal como foi traçado, conduz a conclusões marcadas pelo fatalismo: o fim dos empregados, o fim do trabalho, o fim da história, o fim do mundo. Resistir é preciso, mas resistir organizadamente. E aí se revela o papel reservado ao sindicato, como organização natural da coletividade dos trabalhadores. Somente sua unidade assumirá força para mudar o
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