O jovem pesquisador Robert M. Sapolsky chegou à África nos anos 1970 com poucos recursos, mas tinha em seu favor o fato de dominar rudimentos da língua local, o suaíli. Era o início de uma bem-sucedida carreira acadêmica: Sapolsky passaria mais de vinte anos trabalhando, de forma intermitente, num parque nacional do Quênia. Seu objetivo era estudar o comportamento dos babuínos, especificamente a relação entre estresse e doença nesse grupo de macacos. Na pesquisa, contava com o apoio de moradores da região -e seu relacionamento com os africanos é o ponto alto dessa narrativa. Em capítulos breves, marcados pelo bom humor e pela observação precisa, Sapolsky relembra amizades afetuosas, trapaceiros que procuravam -e muitas vezes conseguiam enganá-lo, e o medo de ser assassinado. Foi preciso enfrentar dificuldades de todo tipo: falta de verbas e de material, burocracia e corrupção. A situação inspirou o último capítulo do livro, extremamente crítico, a
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