Quem foi Getúlio Vargas? Um oligarca com pendores sociais, um revolucionário inesperado, um ditador cínico, um reformador social maquiavélico, um fascista tupiniquim, um homem sedento de poder e sem escrúpulos para conservá-lo, um político do seu tempo com um projeto que mudou o Brasil, um democrata que morreu para lavar a própria honra? Passados 50 anos do seu suicídio, que o tornou mito, o enigma Getúlio persiste. Os historiadores dão conta da sua época. Os sociólogos o esvaziam em conceitos prêt-à-porter. O homem continua múltiplo, sedutor, complexo, contraditório, paradoxal. Um personagem de romance, o romance da sua vida. \nGetúlio, do jornalista Juremir Machado, é o resultado de três anos de pesquisa em arquivos de documentos históricos, em jornais e em revistas. O autor leu mais de 150 livros sobre o político mais importante da história brasileira e entrevistou 73 pessoas direta ou indiretamente tocadas pela morte de Getúlio, em 24 de agosto de 1954. Juremir mostra Vargas na intimidade e na solidão do poder. Os rastros da memória em personagens como o pistoleiro de aluguel, a Bem-Amada, o secretário pessoal, a testemunha ocular da História, a espiã alemã, o filho da vítima, os netos do presidente, a filha do Corvo, o ajudante-de-ordens, as mulheres do Coronel Bejo Vargas.
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