Resultado da pesquisa realizada pelo autor na Zona da Mata de Minas Gerais, como parte da elaboração da sua tese de doutorado em Antropologia Social, o livro investiga os pressupostos sociais da construção dos grupos de sindicatos de trabalhadores rurais na Zona da Mata, assim como as condições sociais que estão na base do sindicalismo rural.
Comerford trata o tema de forma inovadora, tomando como eixo os conflitos cotidianos entre os sindicalistas e suas comunidades. É analisado aqui o papel do sindicalismo como fonte de respeitabilidade dentro de uma comunidade e de que modo as relações familiares e institucionais se articulam e até mesmo dependem uma da outra. A obra traz para a análise dos movimentos sindicais um novo componente, mais pessoal e extremamente rico em valores, ao escolher como foco do estudo não somente a estrutura sindical ou as "frentes de luta", ou ainda as ações sociais, mas sim o modo como o sindicato se torna, nas localidades observadas, um foco de tensão e de relações que, no dizer de um dos dirigentes, são "como em uma família"
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