LETICIA SQUEFF
A figura de Manuel de Araújo Porto Alegre (1806-1879) raramente aparece nos compêndios de história da arte brasileira. Por essas ironias do destino, esse homem que teve decidida influência sobre praticamente todas as atividades artísticas do Segundo Império - sendo ele próprio o pintor, poeta, musicógrafo e historiador - não apenas foi eclipsado da ainda inexplorada historiografia artística brasileiro como acabaou relegado a mera referência para especialistas. No entanto, à parte de sua pintura, Araújo Porto Alegre foi o primeiro que inventou a escrever um história da arte brasileira. Mesmo para a música, ele foi basilar. Sem sua inquirições e pesquisas, o compositor padre José Maurício Nunes Garcia certamente amargaria por ainda mais tempo o injusto esquecimento que se seguiu logo após a sua morte. Essa é uma das muitas razões que justificam a leitura deste livro. O presente trabalho desvela tanto o artista quanto o homem de ação, num estudo que amplia em muito o panorama do Segundo Império, destacando o papel de um dos mais ativos homnes de letras do período.
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