Chamado de "o mais brasileiro dos diretores de cinema nacional", Humberto Mauro fez filmes entre 1925 e 1974, construindo uma trajetória repleta de imagens que se tornaram matrizes do cinema brasileiro. Isso se verifica nitidamente pelas participações que teve no Ciclo Regional (1923 - 1930) e em suas experiências com o cinema ficcional e com as obras educativas para o Instituto Nacional do Cinema Educativo (Ince) do Estado Novo. Ao mergulhar nos 50 anos de atividade de Humberto Mauro, este livro discute a possibilidade da existência de um cinema brasileiro e dos seus vínculos com a grande arte universal. A autora, tendo como foco a obra de Mauro, reflete sobre a possibilidade de filmar no Brasil e o seu povo sob um olhar - se possível - também nacional. Ao propor essa questão, o estudo ilumina os descendentes cinematográficos do artista mineiro, como o Cinema Novo, e ajuda a projetar hipóteses sobre os caminhos da produção nacional.
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