Por causa do preconceito, Chica da Silva jamais é mostrada em sua inteireza. Nem o justíssimo Joaquim Felicio dos Santos escapou ao chamá-la "negra boçal". O romancista Paulo Amador, em Rei Branco, Rainha Negra, mostra como uma outra Chica da Silva, a verdadeira. Esta surge da narrativa elegante, mostrando o nascimento e o desdobrar de um sonho de liberdade que acabaria de criar em Diamantina a primeira democracia racial do mundo, que incorporou o negro com cidadão. Acima de tudo, Rei Branco, Rainha Negra, é o ralato emocionante da luta do povo de Diamantina contra o absolutismo português, em que Chica teve comando de generala.
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