Este livro acompanha o motivo do mel (e do tabaco, as cinzas) entra a América do Sul e América do Norte, amplia o campo semântico em torno da culinária, núcleo temático do primeiro volume. Aqui, o sentido da passagem da natureza para a cultura se inverte: o percurso é regressivo da cultura em direção à natureza, protagonizado pelo poder sedutor do mel. Elemento ambíguo, pois se oferece, na natureza, pronto para o consumo cultural, o mel ganha centralidade no pensamento ameríndio ao carregar um duplo significado, um próprio (alimentar) e outro figurado (sexual), como sugere a expressão ´lua-de-mel´ em diversas línguas ocidentais. Por detrás dessas figuras de linguagem, Lévi-Strauss descortina princípios do pensamento humano.
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