A arte poética deve nos causar deslumbramentos. É Manuel Bandeira que nos ensina. Se a arte do verso deve nos encantar - senão cadê a arte? - aqui vamos ao encontro de muitos encantos. Aliás, espantos. Não por causa do título da obra. Certamente esse espanto os leitores hão de sentir não da forma de nosso Olavo Bilac, que, ao se encontrar com suas amadas estrelas, ficava "pálido de espanto". Nada de palidez nesta obra! A mensagem de Silvério da Costa mexe com nossos enganos, afaga nossas emoções. E sua arte deslumbra!
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